Return-Path: levy@msri.org Delivery-Date: Mon Mar 24 02:31:42 2008 Return-Path: X-Original-To: levy@localhost Delivered-To: levy@localhost Received: from ub.msri.org (ub.msri.org [127.0.0.1]) by ub.msri.org (Postfix) with ESMTP id 444A038DA3 for ; Mon, 24 Mar 2008 02:31:42 -0700 (PDT) Received: from webmail.msri.org [198.129.64.229] by ub.msri.org with IMAP (fetchmail-6.3.6) for (single-drop); Mon, 24 Mar 2008 02:31:42 -0700 (PDT) Received: from webmail.msri.org ([unix socket]) by webmail.msri.org (Cyrus v2.2.12) with LMTPA; Mon, 24 Mar 2008 02:31:38 -0700 X-Sieve: CMU Sieve 2.2 Received: by webmail.msri.org (Postfix, from userid 99) id 5FDA9DC06A; Mon, 24 Mar 2008 02:31:38 -0700 (PDT) X-Spam-Flag: YES X-Spam-Checker-Version: SpamAssassin 3.1.9 (2007-02-13) on webmail.msri.org X-Spam-Level: ********* X-Spam-Status: Yes, score=9.2 required=5.0 tests=BAYES_50,MANGLED_PORN, RCVD_IN_XBL,SARE_OBFUPORNO autolearn=no version=3.1.9 X-Spam-Report: * 2.3 MANGLED_PORN BODY: mangled porn * 2.5 SARE_OBFUPORNO BODY: masked spam word(s) * 0.5 BAYES_50 BODY: Bayesian spam probability is 40 to 60% * [score: 0.5000] * 3.9 RCVD_IN_XBL RBL: Received via a relay in Spamhaus XBL * [216.102.92.50 listed in zen.spamhaus.org] Received: from ub.msri.org (xi.msri.org [216.102.92.50]) (using TLSv1 with cipher DHE-RSA-AES256-SHA (256/256 bits)) (No client certificate requested) by webmail.msri.org (Postfix) with ESMTP id 62CBDDC06B; Mon, 24 Mar 2008 02:31:33 -0700 (PDT) Received: by ub.msri.org (Postfix, from userid 1001) id 863C038DA4; Mon, 24 Mar 2008 02:31:31 -0700 (PDT) Received: from ub.msri.org (localhost [127.0.0.1]) by ub.msri.org (Postfix) with ESMTP id 82F5938DA3; Mon, 24 Mar 2008 02:31:31 -0700 (PDT) To: "Richard Pedicini" Subject: [SPAM] Re: Time frame Colina organizational things In-reply-to: Your message of Sat, 22 Mar 2008 19:46:33 -0300 cc: levy@msri.org From: Silvio Levy Date: Mon, 24 Mar 2008 02:31:31 -0700 Sender: levy@msri.org Message-Id: <20080324093131.863C038DA4@ub.msri.org> X-Spam-Prev-Subject: Re: Time frame Colina organizational things > I'd like a description from you of the ownership maneuvers, your purchases, > and the timing on those things. Dear Richard, there were no maneuvers. I bought the club's freedom and handed it to the club. The membership, satisfied at first, soon went off with the Pied Piper. Fritz had rightly tried to dissuade me from doing what I did, and I didn't listen. So that's that. I hope the following account and associated documents prove useful: A comunidade naturista Colina do Sol foi fundada pelo casal Celso Rossi e Paula Andreazza, expoentes do naturismo brasileiro, há mais de dez anos. Até 2001, as terras em que se situa eram de posse desse casal e dos pais do Celso, Luiz Alberto e Lieselotte Rossi. O Clube Naturista Colina do Sol (CNCS), então recém-estabelecido como pessoa jurídica, entrou em janeiro de 2000, representado por três de seus sócios (Accio Lottermann, Augusto César Carneiro e Claudete Zangonel), num contrato com os quatro indivíduos mencionados no parágrafo anterior, pelo qual o CNCS prometia aceitar em doação as terras que ocupava, em troca de grande número de privilégios e títulos detidos pelos doadores. Assim, mantinham os doadores a propriedade de 90% do clube, e ainda o direito de auferir rendas de várias fontes (taxas e concessões), mas contavam com isso isentar-se de responsabilidade legal através da doação. Esse acordo se oficializou através de escritura pública assinada em 13 de novembro de 2001. Tanto o contrato de promessa como a escritura podem ser vistos aqui: http://www.msri.org/~levy/files/Colina/Celso/Escritura.pdf Nota-se na escritura que cerca de metade da área "doada" ao Clube não pertencia aos doadores, tendo estes apenas transferido ao Clube seu "direito de usucapião" sobre essa fração. Graças a um programa de vendas de títulos patrimoniais e concessões residenciais, em que o sócio Fritz exerceu papel significativo, a Colina cresceu em número de sócios e moradores. Quando o Silvio Levy fez sua primeira visita à Colina com sua esposa Sheila Newbery, em novembro de 2003, a população estava no seu auge. Nesta ocasião Silvio e Sheila compraram do Celso dois títulos patrimoniais, por 15 mil reais cada. Em 2004 o clube elegeu pela primeira vez um Conselho Deliberativo independente dos fundadores, que se mudaram de lá. Foi um ano turbulento. As finanças do CNCS estavam em péssimo estado porque os Conselhos anteriores, sob a tutela do Celso e da Paula, tinham usado vários manobras para encobrir a verdadeira situação financeira. Estas manobras estão destacadas em vários documentos do Conselho Fiscal do ano de 2003, que podem ser vistos aqui: http://www.msri.org/~levy/files/Colina/03Fiscal/ A turbulência e a incerteza também se deviam ao fato de que o Celso e a Paula ainda detinham a maior parte dos títulos patrimoniais do CNCS e o direito contratual de revogar a doação das terras caso o CNCS não cumprisse, ao ver dos doadores, alguma cláusula contratual. Assim, várias tentativas do Conselho Deliberativo de levantar dinheiro através de (por exemplo) sobretaxas foram descartadas em vista da oposição do Celso e da Paula, que acreditavam poder ser lesados por essas medidas propostas. O sócio Fritz ajudou o clube financeiramente várias vezes, chegando a pagar uma vultosa quantia para ampliar a rede elétrica, em troca basicamente da promessa de que a contabilidade do CNCS passaria a gozar de padrões mínimos de transparência. O sócio Silvio Levy também contribuiu financeiramente para o clube naquele ano, adquirindo uma concessão residencial das mãos do CNCS a preço integral (nessa época o mercado secundário tanto de títulos como de concessões já registrava uma queda vertiginosa). Além disso, com o apoio e a anuência do Conselho, e especialmente do seu presidente Colin Collins, o sócio Silvio negociou com o Celso a compra da maior parte dos títulos e direitos retidos pelos doadores. O contrato entre Silvio e os doadores, assinado em dezembro de 2004, encontra-se aqui: http://www.msri.org/~levy/files/Colina/Celso/contrato_de_compra_300dpi.jpg Por este contrato os doadores perderam o poder de revogar a doação, e o CNCS ganhou outras fontes de renda como a taxa de construção. Ainda mais importante: em março de 2005, com o apoio e a participação do Silvio (que tinha se tornado o sócio com a maior fração do patrimônio), foi aprovado pela Assembléia um novo Estatuto pelo qual o regime de voto passa a ser um por pessoa em vez de um por título patrimonial, e ainda estendeu aos residentes (ou melhor, aos donos de concessão residencial) o direito de voto em quase todas as questões, direito que antes era restrito aos patrimoniais. Assim, o CNCS adquiriu a autonomia e a estrutura democrática que faltava para permitir o saneamento de erros passados e um crescimento tranqüilo. O Conselho Deliberativo eleito em março de 2005 contava com nove pessoas de calibre, inclusive o Fritz Louderback e outro sócio patrimonial americano, Troy Unruh, que tinha se mudado para a Colina com a esposa em 2004. O sócio Fritz estava encarregado de atrair investimentos, o que fez com brilhantismo, tendo conseguido uma doação de cerca de cem mil dólares para o estabelecimento de um centro infanto-juvenil, que traria emprego para vários residentes da Colina e proporcionaria atividades esportivas, sociais e educacionais às crianças da Colina e das redondezas. No entanto esta iniciativa foi vetada pela Assembléia em fins de 2005, por oposição de sócios que não queriam que as terras da Colina fossem usadas pelos residentes das redondezas, mesmo no contexto de um programa que beneficiara todas as partes. Outra iniciative importante do Fritz foi tentar regularizar a situação imobiliária, para o que seria necessário (1) entrar com uma ação de usucapião para legalizar a propriedade, e (2) converter em algo mais sólido as concessões residenciais, pelas quais o morador não possui a casa pela qual pagou, mas apenas um direito de usufruto, vitalício mas contingente à permanência do concessionário no quadro social (do qual pode ser expulso por vários motivos). Também nesta iniciativa o Fritz se viu em minoria, à frente de um conselho diminuído pela renúncia de várias pessoas que se puseram a tramar um golpe. Este golpe veio em março de 2006, quando um grupo truculento tomou controle da Assembléia geral e ofereceu um voto (ilegal, por não-estatutário) de não-confiança, efetivamente derrubando o Conselho Deliberativo. Um conselho interino foi escolhido por aclamação em procedimento altamente irregular. Duas outras assembléias foram igualmente dominadas pela truculência e pelas ameaças. Finalmente, em agosto de 2006, um novo Conselho foi eleito estatutariamente, com mandato até março de 2007. O período de agosto a novembro de 2006 pareceu ser de reconciliação. Foram aprovadas certas mudanças no estatuto, na maioria de caráter superficial, mas uma delas foi o estabelecimento de um Conselho Disciplinar. Os três conselhos (Deliberativo, Disciplinar e Fiscal) eleitos em março de 2007 eram solidamente anti-Fritz, e deram mão-forte ao sócio Ubiratan (Tuca) que em várias ocasiões ameaçou e ofendeu outros sócios. As queixas registradas pelo Fritz e pelo sócio André Herdy contra o Tuca foram ignoradas, como se vê nos documentos abaixo: http://www.msri.org/~levy/files/Colina/070218-andreXtuca.jpg http://www.msri.org/~levy/files/Colina/070404-andreXtuca.pdf Ao mesmo tempo o conselho, já desde fins de 2006, colocou obstáculos à entrada de menores na Colina para visitar o Fritz e outros. Os sócios da Colina sempre puderam levar convidados, inclusive menores (amigos dos filhos, etc.) e nunca sequer era exigida documentação. No caso do Fritz houve hostilidade contra as crianças, contra o Fritz e a Barbara, e também contra outros sócios que se dispuseram a patrocinar as crianças (Jorge/Solange, André/Clecy etc.) O pretexto era que as crianças não tinham permissão por escrito does pais, o que poderia expor o clube a problemas legais; mas mesmo depois que os pais deram permissão por escrito (que estavam sendo exigidas pela primeira vez na história da Colina) a facção anti-infantil não se satisfez. Foi nessa época, fins de 2006, que os inimigos das crianças começaram a espalhar os boatos de pedofilia. No Carnaval de 2007 houve uma trama para plantar pornografia infantil nos computadores do Fritz. Na época isso aparentemente não deu em nada mas estava plantada a semente que gerou os acontecimentos atuais. Silvio