Este site reúne alguns documentos e links relativos à prisão e ao processo de
Frederick "Fritz" Louderback, Barbara Anner, André Herdy e Cleci
Ieggli, acusados de crimes hediondos - e inocentes.
O Tribunal de Justiça do RS finalmente, por decisão unânime de 3 a 0, colocou
os quatro réus em liberdade depois de mais de treze meses de cárcere,
Fritz e Barbara em 15 de janeiro de 2009 e André e Cleci no dia 19.
Eles foram presos em 11 de dezembro de 2007, em suas casas no município de
Taquara, RS, com participação maciça da mídia.
A polícia divulgou informações falsas de que os quatro tinham molestado
vários menores e faziam parte de uma rede internacional de pedofilia.
As acusações foram veiculadas no Brasil e no exterior semana após
semana, mas nenhuma prova ou documentação jamais foi apresentada pela
polícia.
Carta enviada por Fritz quando foi libertado
A mordaça do sigilo judicial
Depois do Ministério Público encaminhar a denúncia, a juíza
pôs o processo sob sigilo judicial, impedindo a defesa de divulgar o
que está sendo dito em juízo.
A polícia e a promotora, no entanto, continuam a fazer acusações
caluniosas com impunidade.
Apesar da mordaça do sigilo judicial, existem informações suficientes
para deixar claros os seguintes fatos:
- Nenhuma das assim-chamadas vítimas do casal
americano confirma o que a promotoria diz.
- As “vítimas” e suas famílias tem sofrido
retaliação da polícia e do Ministério Público por terem defendido
os réus.
- O casal brasileiro, André e Cleci, é também inocente ao que
tudo indica, apesar de um menor que disse ter sido tocado de modo impróprio
(uma acusação muito menos grave do que as divulgadas pela polícia).
O que o menino diz não bate com os fatos passíveis de ser verificados
independentemente, e os psicólogos e guardiães dele no sistema legal
parecem dar crédito a afirmações dele que são demonstravelmente falsas.
- O que está por trás das acusações é uma
briga entre os réus e certos sócios influentes do Clube
Naturista Colina do Sol, onde moravam os quatro. Tinha havido
inclusive ameaças de violência contra os quatro, e
André e Cleci tinham se mudado da Colina por causa disso.
- Quem quer que venha em defesa dos réus passa a ser
tratado como criminoso pela promotora de Taquara e pela juíza
que preside ao caso, ambas as quais têm laços pessoais con alguns dos
sócios da Colina que prestaram falsos depoimentos. Dentre os aliados
dos quatro réus o Ministério Público já abriu processo contra
cinco, por motivos os mais espúrios, e há pelo menos mas um que
se tornou vítima de acusações caluniosas.
O sigilo judicial parece que não só não se aplica à
polícia e à promotoria podem dizer, mas ainda por cima não protege os
menores que foram nomeados como vítimas.
A identiade de oito deles deduz-se facilmente a partir
da monstruosa denúncia contra seus pais, que foi anunciada em
comunicado oficial à imprensa:
Press release com os nomes dos pais das “vítimas”
Documento oficial revelando o nome da única criança que acusou o André (ver fim da página 3)
Pelo visto a anonimidade não é o que importa. O objetivo do sigilo
judicial é um só: impedir que o público saiba do que está se passando
no processo.
Relatório às autoridades federais
Em março de 2008, Richard Pedicini, um jornalista e informático
residente em São Paulo, passou várias semanas em Taquara entrevistando
quem fosse possível, inclusive os menores nomeados como vítimas e suas
famílias. Aqui está o relatório que escreveu, junto com Silvio Levy.
Relatório à Ouvidoria Nacional dos
Direitos Humanos
A passeata das “vítimas” em defesa dos réus
Em abir de 2008, cinco meses depois da prisão, cerca de 60 moradores de
Morro da Pedra, inclusive as “vítimas”, fizeram uma
manifestação pública em frente ao Fórum pedindo a soltura dos réus.
vídeo
da TV Record
Richard Pedicini, jornalista, tem acompanhado o caso Colina do Sol e
estava presente na hora. Foi agredido por um Conselheiro Tutelar
chamado pelo Fórum para dispersar a manifestação (a cotovelada está no
vídeo acima, por volta de 2'50"). Foi até preso, e solto apenas depois
que mídia tinha ido embora. Meses depois foi indiciado por
“interferir com o trabalho” do Conselheiro Tutelar.
Denúncia contra Richard
Declaração dos réus à CPI
Em junho de 2008, a CPI de Pedofilia veio a Porto
Alegre para “investigar” o caso Colina do Sol.
Entrevistou a promotora e os réus, mas não permitiu que os réus lessem
a declaração que haviam preparado, e que pode ser vista abaixo.
guilty. A CPI nem chegou perto de Taquara e de Morro da Pedra,
e não fez qualquer esforço para falar com os menores e as testemunhas de defesa.
Declaração de Fritz à CPI
Declaração de André à CPI
As cartas de Silvio Levy
Silvio Levy é sócio da Colina do Sol e mora nos Estados Unidos. (É
ele que mantém esta página de web.) Foi denunciado com base no que
escreveu em defesa dos réus:
Relato de Silvio ao periódico naturista Olho Nu, fevereiro de 2008
Carta aberta de Silvio Levy aos sócios da Colina do Sol
Por mais de seis meses, este caso também esteve sob sigilo judicial,
de modo que nem o próprio Silvio, na
Califórnia, pôde ficar sabendo quais eram as acusações— uma
situação kafkiana. Finalmente recebeu notificação quando esteve em
Taquara para depor em favor dos réus. O caso está nas mãos da
defensora pública Dra. Egylene Chiarello.
Silvio foi sumariamente absolvido em
primeiro de abril de 2009.
Denúncia contra Silvio
Prova que foi a promotora que induziu
os queixosos a irem à polícia e dizerem-se ameaçados
Mais detalhes, por Richard Pedicini
Sentença de absolução sumária
Falsas acusações contra Cristiano Fedrigo
Cristiano Fedrigo é um dos muitos jovens, de ambos os sexos, a quem
Fritz e Barbara ajudaram e deram oportunidade de uma vida melhor. Durante
anos o casal contribuiu para as despesas escolares de Cristiano, para
que ele não tivesse que largar a escola. Em dezembro de 2007,
Cristiano tinha 20 anos e estava estudando nos EUA havia 18 meses,
graças a uma bolsa obtida com o auxílio de
Fritz e Barbara. Aconteceu de estar de férias visitando a mãe, que
trabalhava para o casal americano, no dia que veio a polícia. Abriu a
porta e a casa foi invadida pela mídia e pela polícia. Baseado nas
histórias do delegado, os jornais noticiariam que Cristiano era vítima
de “tráfico de crianças“ e que teria ido aos EUA para se
prostituir.
Como Cristiano conhece bem os réus e o que está por trás da armação contra
eles, tem trabalhado incessantemente pela sua liberdade e por isso
está sendo perseguido. Houve queixas de residentes da Colina à
polícia, dizendo que “ele parou a moto em frente da minha casa e ficou olhando para
dentro” ou “ele tentou me jogar pra fora da estrada com a
moto”. Pelo menos uma tal queixa foi feita por alguém que depois
admitiu ser sido pressionada pela diretoria da
Colina.
Nenhum dos atos teve testemunha.
Para ver quão absurdas são as acusações basta conhecer o passado de
Cristiano e sua história de ajudar os outros:
Artigo
da Seleções do Readers' Digest sobre Cristiano: O Garoto Bom de Taquara
Vídeo sobre o trabalho de ação social de Cristiano, que lhe valeu um
prêmio da World of Children Foundation (em inglês):
Réus abrirão processo
Os réus pretendem abrir processo nos EUA para conseguir indenização:
release em
inglês
português